Soweto

In schools in Brazil we go only slightly over the apartheid regime of South Africa, and not much else of the continent’s history at all. So my visit was also very informative of the country’s history. This day I went on a half-day tour around Soweto and then spent the afternoon at the Apartheid Museum. It was interesting and informative day, but I gotta say it’s not exactly my cup of tea. I was feeling heavy at the end of the day. Sad tour.

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Nas escolas no Brasil nós apenas “pincelamos” sobre o regime do apartheid na África do Sul, e não estudamos muito sobre a história do continente. Então minha visita serviu também para ser bastante informativa sobre a história do país. Nesse dia eu fiz um tour de meio período por Soweto e depois passei a tarde no Museu do Apartheid. Foi um dia interessante e informativo, mas esse tipo de turismo não é bem a minha praia. Me senti pesada no fim do dia. Turismo triste.

Our first stop was at the Soccer City Stadium. We just stopped in front to take a few pictures. In the picture bellow, on the left you can see a hill. It’s a mining site. The mining company has to water the place to prevent the toxic dust (many carcinogenic chemicals were/are used in the extraction of gold) be blown everywhere in town, but it doesn’t work. Dust is blown perpetually. Our guide told us that in Soweto cancer kills more than Aids and tuberculosis combined.

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Nossa primeira parada foi no Estádio de Soccer City. Apenas paramos em frente para fazer algumas fotos. Na foto abaixo, à esquerda pode-se ver uma colina. É uma area de mineração. A compania mineradora tem que jogar água no lugar para prevenir que poeira tóxica (muitos produtos químicos cancerígenos foram/são usados na extração de ouro) seja espalhada pela cidade, mas não funciona. Poeira é soprada perpetuamente. Nosso guia disse que em Soweto câncer mata mais do que Aids e tuberculose combinados.

Soweto  is a city developed as a township for black people under the apartheid system. Most of the struggle against apartheid was fought in and from Soweto. The name Soweto is an acronym, made up – in apartheid days – from the first letters of the words “south western township”. Soweto is inhabited by over two million people, with homes ranging from extravagant mansions to makeshift shacks. It’s the place where Nelson Mandela formely lived prior to being arrested and where 1976 students uprising started (in protests for better education).

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Soweto é uma cidade que se desenvolveu a partir de favelas para pessoas negras sob o regime do apartheid. Maior parte da luta contra o regime foi feita em e a partir de Soweto. O nome vem do acrônimo no original em inglês que significa: “Municipalidade do Sudoeste” . Hoje Soweto é habitada por mais de duas milhões de pessoas, em casas que vão de mansões extravagantes a barracos de latão. É o bairro onde Nelson Mandela morou antes de ser preso pela eternidade do mundo e onde a revolta dos estudantes de 1976 começou, em protesto por melhores condições de ensino.

We stopped at a slum area to visit a very poor day care center. The kids weren’t shy of touching and grabbing us as the guide had already warned us about. I just made sure to keep the lens away from their hands full of fingers as they were eagerly coming for it as well.

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Nós paramos em uma favela para visitar uma creche muito pobre. As crianças não se acanharam em nos tocar e apertar, como o guia já havia nos avisado que fariam. Eu só fiz questão de manter minha lente longe das mãos cheias de dedos deles, uma vez que vinham com vontade para cima da minha máquina também.

After seeing around, we stopped at The Shack shebeen. Shebeens are alternatives to bars and pubs, found mostly in black townships.  Shebeens are bouncing back as South Africans try to preserve some of their cultural heritage and it’s part of some touristic routes, where one can try the infamous Joburg beer.

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Depois de darmos uma volta, nós paramos no The Shack shebeen. Shebeens são alternativads a bares e pubs, mais encontradas em bairros de negros. Shebeens estão voltando à moda agora, numa tentativa de preservar a herança cultural da África do Sul e é parte de algumas rotas turísticas, onde pode-se provar a infame cerveja de Joburg. 

Look at it! Just look at it! Ugh, I can’t believe I drank that… When I first looked at the “beer” inside the calabash I thought: “I don’t believe they are going to make me drink puke”. Ok, super drama queen overload mode aside, I didn’t like it. It tasted like sour milk… sweetened, looked bad (looked like clotted milk), smelled funny but it’s something it had to be done! Ticked off the list of things to do, moving on…

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Olha isso! Não! Olha só pra isso! Eca, eu não acredito que eu bebi isso… Quando eu dei aquela primeira olhada para a “cerveja” dentro da cabaça eu pensei: “Eu não acredito que vão me fazer beber vômito”. Ok, exageros de super drama queen à parte, eu não gostei. Tinha gosto de leite azedo… adocicado, tinha uma cara horrível (tinha cara de leite coalhado), tinha um cheirinho desagradável mas era algo que tinha que ser feito! Tiquei da lista de coisas a fazer e “vambora”…

The Joburg beer, also known as Umqombothi,  is a “beer” made from maize (corn), maize malt, sorghum malt, yeast and water. The alcohol content is oftenly under 3%.  (Just google Umqombothi… uuuuggghhh :P).

Our guide said that poor people would oftenly numb themselves with Umqombothi and since it’s so “nutritive” if you drink 2 liters for lunch, you don’t have to eat anything else for the day. Which got me thinking: “Oh, only 2 liter in a sitting of creamy sour milk? No problem, right?” and “how does one manages to drink enough of something under 3% of alcohol to get the fuzzies in the brain?”.

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A cerveja de Joburg, também conhecida como Umqombothi, é uma “cerveja” feita de milho, malte de milho, malte de sorghum (que é uma planta da família das gramíneas), levedura e água. Geralmente não chega a ter 3% de álcool, muitas vezes é feita artesanalmente. (Procurem por Umqombothi no google… uuuuuggghhh :P)

Nosso guia disse que muitas pessoas pobres tomam Umqombothi até ficarem entorpecidas e já que é tão “nutritivo” se você beber 2 litros de almoço, você não precisa comer mais nada durante o dia. O que me fez pensar: “Ah! Só 2 litros de leite azedo cremosinho numa sentada? Tá fácil!” e “Como que alguém consegue tomar o suficiente de algo que tem menos de 3% alcóol até ficar entorpecido?”  

 

After sharing the “beer” around, out came two dancers and started their presentation. I gotta give them that: they are flexible… and their immune system must be something to be proud of, to bite the shoe that has been walking around God knows where.

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Depois de todos compartilharem a “cerveja”, surgiram dois dançarinos que começaram a fazer sua apresentação. Devo admitir: eles são flexíveis… e o sistema de imunidade deles deve ser algo de se orgulhar, para morder o sapato que andou sabe Deus por onde. 

Following the visit to the shebeen, we visited the Hector Pieterson Museum, the little 13 year old boy shot at a student uprising and whose iconic photo (dead) in the arms  of Mbuyisa Makhubo touched me deeply. It’s a strong photo, made me extremely shaken and emotive. FML! When did I start having emotions? I will not have that! I want my hairy stone of a heart back!

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Em seguida à visita ao shebeen, visitamos o Museu de Hector Pieterson, o garoto de 13 anos baleado em um levante estudantil e cuja foto icônica sendo carregado (morto) nos braços de Mbuyisa Makhubo me abalaram profundamente. É uma imagem forte, me deixou muito abalada e emotiva. FML! Desde quando eu tenho emoções? Não vou aceitar isso! Quero meu coração coração peludo de pedra de volta!

In the poshier side of Soweto there are B&B’s that became famous and sought after during the World Cup.

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Na parte mais rica de Soweto há vários Bed and Breakfast que ficaram famosos e eram muito procurados durante a Copa do Mundo.

At the apartheid museum you can’t take pictures. I can never really understand the reason behind such prohibitions, but I managed to take one. Still, one single photo touched me waaaay more than the whole apartheid museum.

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No museu do apartheid não é permitido tirar fotos. Nunca vou entender as razões por trás dessa proibição, mas eu consegui fazer uma. Ainda assim, uma única foto conseguiu me emocionar muuuuuito mais do que todo o museu. 

p.s. @#$&* now I’m crying again because of that photo…

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13 Responses to Soweto

  1. Joe says:

    The story is as interesting as the evocative photos. Thank you for posting both.

  2. Stunning photos! I love the banner pic as well, it’s stunning! (:

  3. Guilherme says:

    Olá babs, ficaram bem bacanas os comentários e as fotos também!

    Parabéns!

    P.S.: Aquilo não é cerveja…rsrs…

  4. strumsky says:

    Your life journey – here in ZA as well back home, your photos – all telling me this tough girl has so much inside her she has softened my life as well, all these years. Thank you for your “hairy stone of a heart” that I’ve grown to care for so tenderly anyway. I’ve loved watching you grow. You’re every bit as amazing a woman as I thought you’d be, and more yet to come. You enrich my life with your work, your thoughts, your journey.

  5. Ken says:

    You are a natural photo-journalist, AnnA – your photographs are informative as well as being well-composed, and your commentary on your experiences has value both as interest and a personal point of view. This SA tour has been revelatory and well worth the time spent on it. I’m sure it has also broadened your own experience of life – travel nearly always has that effect, especially when it’s travel with a purpose!
    Ken xox

  6. Luis Marcelo says:

    Muito bacana esse lado fotojornalista que você tem nessas viagens. É muito fácil se familiarizar com o ambiente que você descreve e fotografa. Apesar de você comentar sobre a sujeira dos sapatos dos dançarinos, várias ruas e calçadas nas fotos parecem ser bem limpas, até mesmo o bar da cerveja branca (uugh) parece ser arrumadinho.

    Uma frase me chamou a atenção na foto da sala com o rapaz tocando flauta, “All shall enjoy equal human rights”. Um lugar onde é preciso tem que lembrar que as coisas deveriam ser assim não é mesmo algo fácil de viver e visitar. Aproveite para ter bons pensamentos, deixar boas energias e fazer o que você sabe fazer, que é ver a beleza nas coisas. É o melhor presente que você pode deixar para esse povo. O turismo limpa.

  7. Osvaldo says:

    Wonderful work! This is the type of information that should be shared around the

    net. Shame on the search engines for not positioning
    this post higher! Come on over and visit my

    website . Thanks =)

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